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07 de março de 2019
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Manipuladores / A marca da versatilidade

Para Nery, há ainda outras atividades com grande potencial de uso dos equipamentos. É o caso das vassouras, indicadas para realizar a limpeza em obras civis, galpões industriais e espaços confinados de plantas agropecuárias, entre outros ambientes. “A troca dos implementos é muito simples e rápida, pois dura em média menos de um minuto”, afirma. “Além disso, também disponibilizamos uma linha auxiliar para fornecer o óleo adicional necessário a alguns implementos, como o clamp e a vassoura.”

SUCATA

Tamanha versatilidade já gera até mesmo uma segmentação mais refinada, como a buscada pela marca Fuchs, do grupo Terex, cujos manipuladores são posicionados no mercado para tarefas mais específicas. Nesse rol está a manipulação de materiais em pátios de recebimento de sucatas de siderúrgicas, por exemplo, que pode ser feita com dois implementos diferentes, com garra de quatro ou cinco pontos ou com um implemento magnético, para materiais menores.

No Brasil, destaque-se, ainda é mais comum o uso de escavadeiras para a movimentação de sucata. “No entanto, comparativamente o manipulador traz várias vantagens, como o menor custo operacional, movimentação em 360 graus sem perda de capacidade, maior alcance e possibilidade de elevação da cabina, para que o operador tenha mais visibilidade”, relata Sandro Sato, gerente de vendas da Fuchs.

Equipados com uma espécie de pinça que não se fecha totalmente – mantendo um espaço entre suas garras –, os manipuladores da Fuchs também carregam toras em plantas de produção de papel e celulose, além de outras tarefas. “Nos portos, quando equipados com um implemento que abre e fecha – similar aos das gruas utilizadas nessa aplicação – esses equipamentos podem movimentar material a granel, como carvão e grãos”, destaca Sato.

Segundo ele, as soluções também permitem acoplar os implementos mais usuais em manipuladores, bastando para isso trocar o sticker – a parte mais externa do braço – por um modelo universal, que a própria marca fornece. “Mas esse não é nosso foco”, destaca Sato. “Para locais fechados, temos a opção das máquinas elétricas.”

GRÁFICO DE CARGA É REQUISITO BÁSICO PARA ESTABILIZAÇÃO DA MÁQUINA

No Brasil, ainda não há normas para o uso de manipuladores, de modo que os fabricantes desses equipamentos no país seguem normas internacionais para garantir sua estabilidade e segurança. A Manitou, por exemplo, segue normas europeias voltadas para o uso de manipuladores, que exigem patolas capazes de – quando necessário – içar cargas a alturas superiores a 10 m, por exemplo. Todavia, mesmo a partir dessa altura a patolagem não é obrigatória. “A decisão de patolar ou não depende das informações do gráfico, que exibe as relações máximas entre altura e carga”, destaca o diretor para a América Latina da Manitou, Marcelo Bracco.