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10 de junho de 2020
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Editorial

A iminência das máquinas autônomas

“O avanço da automação é algo inevitável frente aos impactos positivos dessas tecnologias na produtividade e segurança das operações, comparadas ao desempenho de equipamentos tradicionais com operadores a bordo.”

Com pesquisas que vêm desde a década de 90, atualmente a automatização está presente em canteiros, minas, fazendas e instalações industriais ao redor do mundo, mas – a considerar seu imenso potencial – ainda tem um longo caminho de desenvolvimento a percorrer. Tal prognóstico não deriva de qualquer limitação tecnológica dos laboratórios das OEMs, mas sim da necessidade de se atender a múltiplos níveis de segurança operacional, um requisito indispensável para a implantação de máquinas autônomas.

Isso indica que, no curto prazo, as soluções totalmente autônomas se restringirão a locais controlados, de circuito fechado. Todavia, na visão de especialistas como Joe Forcash, gerente de automação da Caterpillar, à medida que a tecnologia amadureça e aumente a sua confiabilidade poderá ser implantada em locais menos controlados.

Trata-se de algo inevitável frente aos impactos positivos dessas tecnologias na produtividade e segurança das operações, comparadas ao desempenho de equipamentos tradicionais com operadores a bordo. Atualmente, já existem aplicações totalmente autônomas em aplicaç&


Com pesquisas que vêm desde a década de 90, atualmente a automatização está presente em canteiros, minas, fazendas e instalações industriais ao redor do mundo, mas – a considerar seu imenso potencial – ainda tem um longo caminho de desenvolvimento a percorrer. Tal prognóstico não deriva de qualquer limitação tecnológica dos laboratórios das OEMs, mas sim da necessidade de se atender a múltiplos níveis de segurança operacional, um requisito indispensável para a implantação de máquinas autônomas.

Isso indica que, no curto prazo, as soluções totalmente autônomas se restringirão a locais controlados, de circuito fechado. Todavia, na visão de especialistas como Joe Forcash, gerente de automação da Caterpillar, à medida que a tecnologia amadureça e aumente a sua confiabilidade poderá ser implantada em locais menos controlados.

Trata-se de algo inevitável frente aos impactos positivos dessas tecnologias na produtividade e segurança das operações, comparadas ao desempenho de equipamentos tradicionais com operadores a bordo. Atualmente, já existem aplicações totalmente autônomas em aplicações específicas, notadamente nas mais perigosas ou relativamente simples e repetitivas, principalmente em mineração.

Ademais, essas operações têm experimentado um aumento significativo na disponibilidade das máquinas, devido à virtual eliminação de pausas e mudanças de turnos de trabalho, proporcionando melhorias na produção e nos custos. Com isso, o número de mineradoras que utilizam esses sistemas tem sido crescente, assim como a expansão da variedade de modelos de operação autônoma, colocando a indústria em uma jornada irreversível de desenvolvimento.

Isso tudo já é fato. Mas os significativos benefícios da automação também podem ser obtidos na mais simples das aplicações. Embora a autonomia seja o objetivo final desse processo, muitas tecnologias individuais já disponíveis podem ser utilizadas isoladamente ou combinadas de múltiplas formas, permitindo obter ganhos imediatos de eficiência e segurança.

Na indústria da construção, que vive um cenário de declínio na produtividade e achatamento na disponibilidade de operadores capacitados, o foco em assistentes avançados de operação tem permitido agregar eficiência ao automatizar etapas do ciclo de trabalho. É o caso dos sistemas de radares para detecção de pessoas ou objetos nas proximidades da máquina, que alertam o operador dos riscos no entorno. Ou mesmo de sistemas automatizados de pesagem, assim como assistentes de direção, movimentação de implementos, gerenciamento remoto e muitas outras soluções que integram o portfólio atual da indústria. Nesta edição, a Revista M&T repassa alguns aspectos dessa profunda transformação em curso. Boa Leitura.

Permínio Alves Maia de Amorim Neto
Presidente do Conselho Editorial