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15 de março de 2010
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Sondagem / A imagem substitui o corpo de prova

Como exemplo, o especialista da Alphageos se recorda de uma sondagem realizada no Mato Grosso, na área geológica conhecida como “Formação Furnas”, cuja qualidade do terreno de fundação não pôde ser avaliada por meio da recuperação de testemunhos. Foi então que a sondagem televisiva mostrou a sua versatilidade pela primeira vez no Brasil. “Usamos perfuratrizes convencionais de furo destrutivo, hidráulicas e pneumáticas, e após atingirmos as profundidades especificadas em projeto, inserimos a sondagem televisiva para avaliar a condição do subsolo”, explica Baillot.

Com isso, foi possível detectar que, apesar de as rochas se fragmentarem durante a perfuração, elas tinham consistência suficiente para suportar a carga da fundação da obra. Para o especialista, a técnica utilizada – furo destrutivo seguido de sondagem televisiva – deveria ser a tendência dominante nas sondagens de subsolo no Brasil. “Com ela, não é preciso recuperar o testemunho, pois as informações disponibilizadas pelo método televisivo, mesmo mediante a filmagem das paredes de furos destrutivos, são muito mais completas e confiáveis.”

Além disso, o geólogo ressalta que a tecnologia é mais econômica. “Enquanto demoramos cerca de 10 dias para a execução de um furo de 100 m de profundidade e a retirada de testemunho, um furo destrutivo da mesma extensão pode ser concluído em um único dia, a custos 40% menores do que a metodologia convencional”.

Sondagem Rotativa
No entanto, a técnica descrita por Baillot ainda é pouco utilizada no Brasil. Ele diz que até 2009 sua empresa era a única proprietária de um equipamento desse tipo no País, quando a Fundsolo, também especializada em perfuração e sondagem, adquiriu um modelo semelhante. O geólogo salienta que essa situação inviabilizava o uso do sistema em obras públicas, devido à falta de concorrência nas licitações. Com a entrada da Fundsolo no mercado, surgiram as licitações para o uso da tecnologia e, atualmente, a Alphageos realiza sondagens televisivas a profundidades de até 60 m nas obras do Metrô de São Paulo.

Se a sondagem baseada na filmagem das paredes da perfuração ainda ensaia os primeiros passos no Brasil, a tecnologia rotativa já é amplamente conhecida pelos especialistas do setor. O sistema encontra aplicação nas investigações de subsolo para as mais diversas finalidades, desde a avaliação da capacidade de suporte do terreno para cálculo de fundação, até a coleta de amostras de corpos minerais, que depois serão submetidos a análises físico-químicas para avaliação dos teores de minério.