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24 de fevereiro de 2011
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Empresa

A estratégia da Volvo para manter o crescimento

Para se firmar entre os três maiores fabricantes do setor no país, a Volvo CE investe US$ 10 milhões numa nova linha de produção da unidade de Pederneiras (SP), para a fabricação de escavadeiras de pequeno e médio porte

Com investimentos de US$ 10 milhões, anunciados no final de 2010, a Volvo Construction Equipment iniciou a instalação de uma nova linha de produção em sua unidade industrial de Pederneiras (SP) para a fabricação de três modelos de escavadeiras hidráulicas. As escavadeiras EC140B Prime, EC210B Prime e EC240B Prime, que cobrem as faixas de 14 t, 21 t e 24 t de peso operacional, respectivamente, já começaram a ser produzidas na fábrica do interior paulista com um índice de nacionalização de 60%, o que viabiliza sua comercialização com financiamento pela linha Finame, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Segundo Yoshio Kawakami, presidente da Volvo CE na América Latina, a iniciativa transforma a subsidiária brasileira da Volvo CE na operação com maior diversidade de equipamentos produzidos localmente. Além das escavadeiras hidráulicas, a fábrica de Pederneiras já produz cinco modelos de pás carregadeiras, além de motoniveladoras, caminhões articulados, minicarregadeiras e rolos compactadores, para atendimento ao mercado brasileiro e exportações. “Na América Latina, onde o Brasil representa cerca de 60% dos nossos negócios, encerramos o ano de 2010 com a venda de cerca de 3.500 unidades, muito acima das 3.000 comercializadas em 2008, que até então era o melhor ano de nossa história”, diz ele.

Investir na fabricação local de escavadeiras é um caminho óbvio, já que esses equipamentos respondem por mais de 24% das vendas da fabricante, seguidos pelas pás carregadeiras (cerca de 23%) e minicarregadeiras (15%). Os modelos nacionalizados foram escolhidos cuidadosamente, já que o maior volume de negócios nesse segmento se concentra nas máquinas de pequeno e médio porte. Entretanto, Kawakami não esconde a intenção de ampliar o portfólio de equipamentos na linha de produção brasileira, incluindo as escavadeiras de maior porte. A família de equipamentos oferecida pela empresa no mercado inclui ainda as retroescavadeiras, que são importadas.

A iniciativa da empresa está alinhada com sua estratégia de se firmar entre os três maiores fabricantes de equipamentos nos países do BRIC (bloco formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China), que impulsionam a demanda mundial do setor. Esses países já respondem por 67% dos negócios globais da Volvo CE, contra uma participação de 38% e


Com investimentos de US$ 10 milhões, anunciados no final de 2010, a Volvo Construction Equipment iniciou a instalação de uma nova linha de produção em sua unidade industrial de Pederneiras (SP) para a fabricação de três modelos de escavadeiras hidráulicas. As escavadeiras EC140B Prime, EC210B Prime e EC240B Prime, que cobrem as faixas de 14 t, 21 t e 24 t de peso operacional, respectivamente, já começaram a ser produzidas na fábrica do interior paulista com um índice de nacionalização de 60%, o que viabiliza sua comercialização com financiamento pela linha Finame, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Segundo Yoshio Kawakami, presidente da Volvo CE na América Latina, a iniciativa transforma a subsidiária brasileira da Volvo CE na operação com maior diversidade de equipamentos produzidos localmente. Além das escavadeiras hidráulicas, a fábrica de Pederneiras já produz cinco modelos de pás carregadeiras, além de motoniveladoras, caminhões articulados, minicarregadeiras e rolos compactadores, para atendimento ao mercado brasileiro e exportações. “Na América Latina, onde o Brasil representa cerca de 60% dos nossos negócios, encerramos o ano de 2010 com a venda de cerca de 3.500 unidades, muito acima das 3.000 comercializadas em 2008, que até então era o melhor ano de nossa história”, diz ele.

Investir na fabricação local de escavadeiras é um caminho óbvio, já que esses equipamentos respondem por mais de 24% das vendas da fabricante, seguidos pelas pás carregadeiras (cerca de 23%) e minicarregadeiras (15%). Os modelos nacionalizados foram escolhidos cuidadosamente, já que o maior volume de negócios nesse segmento se concentra nas máquinas de pequeno e médio porte. Entretanto, Kawakami não esconde a intenção de ampliar o portfólio de equipamentos na linha de produção brasileira, incluindo as escavadeiras de maior porte. A família de equipamentos oferecida pela empresa no mercado inclui ainda as retroescavadeiras, que são importadas.

A iniciativa da empresa está alinhada com sua estratégia de se firmar entre os três maiores fabricantes de equipamentos nos países do BRIC (bloco formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China), que impulsionam a demanda mundial do setor. Esses países já respondem por 67% dos negócios globais da Volvo CE, contra uma participação de 38% em 2008, com destaque para a China, que encerrou 2010 representando nada menos que 58% das receitas da fabricante. “O Brasil é um mercado estratégico para a nossa empresa e essa operação figura como uma das mais eficientes e produtivas em todo o nosso grupo no mundo”, completa Olof Persson, presidente mundial da Volvo CE.

Foco no produto e atendimento
Persson não demonstra preocupação diante da crescente competitividade no mercado brasileiro, acirrada com o desembarque de novas marcas orientais no país. “Nós disputamos o segmento de produtos ‘premium’, no qual o cliente procura equipamentos que se destacam pelo desempenho e produtividade, a eficiência no consumo de combustível e a excelência no suporte em serviços de peças e assistência técnica.” Segundo ele, a estratégia da empresa se baseia em consolidar a presença local nos mercados importantes para seu negócio, mantendo a flexibilidade necessária para atendimento à demanda dos clientes.

O crescente peso do mercado brasileiro nos negócios da empresa é atestado por Yoshio Kawakami. Ele ressalta que, historicamente, até 2007 cerca de 30% da produção local da empresa se destinava à demanda interna, com os 70% restantes sendo destinados às exportações. A partir da eclosão da crise econômica internacional, o cenário mudou e, atualmente, o mercado interno consome cerca de 70% da produção local, enquanto os outros 30% têm como destino o mercado externo.

“Essa nova realidade se deve aos elevados investimentos que estão sendo realizados em obras de infraestrutura, especialmente nos segmentos de energia e transporte”, completa o executivo. Por esse motivo, apesar de as escavadeiras serem produzidas em Pederneiras para atendimento a toda a operação da Volvo CE, incluindo os demais países da América Latina e as exportações, Kawakami avalia que a maior parte da demanda inicial pelos equipamentos será mesmo no Brasil.

Para se firmar entre os três principais fabricantes de equipamentos para construção do mercado, a Volvo CE deverá acirrar sua disputa com outros players solidamente estabelecidos no país: a Caterpillar, Komatsu e o grupo CNH (Case Construction e New Holland). Mesmo assim, Kawakami ressalta que a empresa sueca é a que mais cresce no setor. “Temos uma das melhores e maiores redes de distribuidoras do país e isto também é um diferencial a nosso favor em termos de qualidade no atendimento aos clientes em peças de reposição e serviços de manutenção”, conclui o executivo.

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