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16 de dezembro de 2016
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Empresa

À espera de um novo ciclo de expansão

Com desempenho fraco em praticamente todos os setores em que atua, a Randon aposta na abertura de novos mercados e realiza ajustes na estrutura para ganhar agilidade
Por Evanildo da Silveira

Até setembro, o ano de 2016 não foi dos melhores para a Randon, um conglomerado gaúcho de oito empresas com atuação nas áreas de veículos especiais e soluções para transporte, autopeças e serviços financeiros. Nos nove primeiro meses do ano, a receita bruta do grupo caiu 10,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, reduzindo-se de R$ 3,1 bilhões para R$ 2,8 bilhões.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2015, a queda no período foi ainda maior, caindo 28,7%, de R$ 1,1 bilhão para R$ 808,7 milhões. De janeiro a setembro, o prejuízo líquido da companhia foi de R$ 18,7 milhões, um recuo de 415,6% em relação ao mesmo período de 2015, que registrou R$ 3,6 milhões.

De fato, o desempenho não foi bom em praticamente todos os setores em que a empresa atua. Em veículos e implementos, por exemplo, a demanda de semirreboques continuou bastante baixa, a exemplo dos anos anteriores, com uma redução de 23,1%, caindo de 2.989 unidades comercializadas no terceiro trimestre de 2015 para 2.300 no mesmo período de 2016.

A venda de caminhões, por sua vez, caiu 20,1% nos primeiros nove meses do ano em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo que a retração foi de 12,7% no terceiro trimestre em relação ao terceiro trimestre de 2015. No setor de autopeças, ante o mesmo período de 2015, houve queda de 6,7% nas vendas de materiais de fricção de janeiro a setembro, 15,5% em freios, 2,4% em sistemas de acoplamento e 33,1% em sistemas de acoplamento e rodagem.

OSCILAÇÕES

Segundo o vice-presidente Daniel Raul Randon, a companhia vem atuando em diversas frentes em busca de novas receitas, mas enfrenta oscilações sazonais de demanda, que tornam o ambiente produtivo mais desafiador. “Estamos focando em novos mercados de exportação e na reposição, na qual temos enormes possibilidades”, diz.

Apesar do foco nas exportações, no cômputo geral o segmento de autopeças vem sendo prejudicado pela baixa do preço do petróleo. Os países dependentes desse produto têm poucos recursos em dólares, o que dificulta as importações. Assim, as vendas consolidadas para o mercado externo no terceiro trimestre de 2016 somaram US$ 37,8 milhões, o que representa uma redução de 13,7%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Embora ainda não haja sinais consistentes de recuperação da commodity, a Randon permanece ampliando e reforçando o relacionamento com os clientes destes países, situados principalmente na África, por serem mercados tradicionais. Com esses resultados, as exportações da Randon representaram 21,9% da receita líquida consolidada no terceiro trimestre de 2016, ante 17,5%, no terceiro trimestre de 2015. Segundo a empresa, as vendas para o Mercosul e Chile mantêm-se com 40% do total das exportações.

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral