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12 de maio de 2020
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A Era das Máquinas

A chegada dos rolos compactadores estáticos

Por Norwil Veloso

Lançados em 1956, os rolos Rimas Triplex eram fornecidos em dois portes diferentes, de 6,5 a 8,5 ton e de 10 a 12,5 ton

No final da década de 30, os compactadores a vapor passaram a ser produzidos somente para obras na África e em países do terceiro mundo, em um processo que durou até os anos 50. Alguns fabricantes que mantiveram essa tendência incluem Albaret e Aliot (na França), Aveling-Barford (na Inglaterra) e Zettelmeyer (na Alemanha).

A configuração mais comum era a de três tambores (dois traseiros e um dianteiro direcional), inicialmente a vapor, depois a gasolina e, posteriormente, com motores diesel. Nos Estados Unidos, a Huber (parte do grupo Marion) lançou modelos de 5 a 8 ton, acionados por motores diesel de 6 cilindros com 40 a 45 hp, que asseguravam um excelente desempenho dentro das condições da época.

Todas essas máquinas receberam uma série de melhorias em relação aos modelos anteriores, tais como sistemas de direção por engrenagens com auxílio hidráulico, comandos finais planetários, lastreamento dos tambores e outros. Os motores ficavam na dianteira, enquanto a cabina era posicionada entre os tambores traseiros. Após o final da guerra, a Aveling-Barford lançou a Série G, com três tambores, que permanece em produção até os dias atuais, com poucas modificações. Em 1983, sua linha compreendia cinco modelos com capacidade lastreada de 11 a 15 ton, todos com transmissão hidrostática e uma visibilidade aprimorada.

Nos anos 50, a empresa inglesa Marshall & Sons produziu um modelo de 6 a 15 ton, enquanto a Thomas Green lançou uma máquina com motor traseiro e cabina montada sobre a transmissão. Essa empresa também produziu modelos menores, de 2 a 4 ton e de 5 a 8 ton, todos com layout convencional. Na Alemanha, a Zettelmeyer produziu dois modelos de três tambores nos anos 30, com motores Deutz montados na frente e na traseira (Séries M e S, respectivamente). Embora a produção da Série S tenha parado nos anos 40, a Série M continuou a ser fabricada até o final da década de 60.

Nessa mesma &eacut


Lançados em 1956, os rolos Rimas Triplex eram fornecidos em dois portes diferentes, de 6,5 a 8,5 ton e de 10 a 12,5 ton

No final da década de 30, os compactadores a vapor passaram a ser produzidos somente para obras na África e em países do terceiro mundo, em um processo que durou até os anos 50. Alguns fabricantes que mantiveram essa tendência incluem Albaret e Aliot (na França), Aveling-Barford (na Inglaterra) e Zettelmeyer (na Alemanha).

A configuração mais comum era a de três tambores (dois traseiros e um dianteiro direcional), inicialmente a vapor, depois a gasolina e, posteriormente, com motores diesel. Nos Estados Unidos, a Huber (parte do grupo Marion) lançou modelos de 5 a 8 ton, acionados por motores diesel de 6 cilindros com 40 a 45 hp, que asseguravam um excelente desempenho dentro das condições da época.

Todas essas máquinas receberam uma série de melhorias em relação aos modelos anteriores, tais como sistemas de direção por engrenagens com auxílio hidráulico, comandos finais planetários, lastreamento dos tambores e outros. Os motores ficavam na dianteira, enquanto a cabina era posicionada entre os tambores traseiros. Após o final da guerra, a Aveling-Barford lançou a Série G, com três tambores, que permanece em produção até os dias atuais, com poucas modificações. Em 1983, sua linha compreendia cinco modelos com capacidade lastreada de 11 a 15 ton, todos com transmissão hidrostática e uma visibilidade aprimorada.

Nos anos 50, a empresa inglesa Marshall & Sons produziu um modelo de 6 a 15 ton, enquanto a Thomas Green lançou uma máquina com motor traseiro e cabina montada sobre a transmissão. Essa empresa também produziu modelos menores, de 2 a 4 ton e de 5 a 8 ton, todos com layout convencional. Na Alemanha, a Zettelmeyer produziu dois modelos de três tambores nos anos 30, com motores Deutz montados na frente e na traseira (Séries M e S, respectivamente). Embora a produção da Série S tenha parado nos anos 40, a Série M continuou a ser fabricada até o final da década de 60.

Nessa mesma época, a Kaelble e a Schied também produziram equipamentos similares. A Schied, que fabricava compactadores desde 1875, lançou uma linha de rolos de três tambores na faixa de 6 a 10 ton (14 ton com lastro), acionados por motores Deutz, e a O&K produziu seis modelos na faixa de 3 a 15 ton, acionados por motores de 50 hp. Em 1960, a Henschel, que produzia rolos a vapor, lançou máquinas estáticas de três tambores acionadas por motor diesel. As marcas Ruthemeyer, Hatra, Zettelmeyer, Kaelble e Hamm também produziram máquinas com essa configuração nos anos 60, na classe de 8 a 15 ton. A maioria também produziu rolos tandem na faixa de 6 a 12 ton.

DIVERSIFICAÇÃO

Na França, cinco ou seis empresas produziam rolos convencionais na época. Embora desenvolvida antes da guerra, a Série DO, da Albaret – composta por quatro modelos de 8 a 10 ton, com 30 a 50 hp – só seria lançada em 1947. Em 1956, esse mesmo fabricante lançou um modelo com pneus no interior dos tambores, que formavam uma espécie de suspensão, assegurando uma velocidade máxima de 6 a 10 km/h.

Dois anos depois, a empresa lançou o Trident, com três tambores de dimensões idênticas e transmissão hidrostática. Por sua, vez, a Richier lançou a Série VR, com modelos de 1,7 a 18 ton. Na Itália, ao final da guerra, a Ursus-Peroni lançou uma linha completa de rolos, sendo que a Bitelli também começou a fabricá-los em 1957.

Com motor Deutz de 11 hp e cilindro único, o rolo TD2.5 tornou-se um sucesso de mercado a despeito da tecnologia complicada

No início daquela década, a Welherhammer já havia lançado um rolo de três tambores equipados com o sistema Koppisch, de patas articuladas, que já havia sido usado na Inglaterra pela Boydell, sem sucesso, até por ser ruidoso e pouco confiável.

Buscou-se também uma evolução no design, principalmente pelas empresas entrantes. Um exemplo foi a Série NS da suíça Ammann, lançada em 1966 e que trazia um projeto extremamente funcional e inovador. A solução proporcionava uma ótima compactação – sem áreas mortas mesmo nos trabalhos em curva – e excelente visibilidade.

Alguns fabricantes americanos, como a Huber, introduziram uma roda entre os tambores, buscando melhorar o nivelamento e a compactação. Outros passaram a oferecer acessórios de montagem rápida para reboque, que facilitavam a movimentação das máquinas menores entre as frentes de trabalho.

AVANÇOS

A configuração dos tambores em tandem também foi bastante usada para compactação. Embora fossem muitas vezes derivados de rolos de três tambores, tiveram maior variação na quantidade e tamanho dos modelos, tornando-se bastante populares. Fabricantes britânicos (como Aveling-Barford, Marshall e Griffin), alemães (como Kaelble, Scheid e Zettelmeyer) e outros produziram rolos pequenos e médios. A Hamm lançou em 1932 uma linha de rolos tandem de 2,5, 4 e 7 ton, com tração nos dois tambores e direção com comando “caranguejo”. Já a Zettelmeyer também produziu uma linha de rolos tandem vibratórios, com peso estático entre 1,5 e 7,3 ton.

Na década de 50, o desenho ranhurado dos tambores foi substituído pelo pé de carneiro, mais eficiente para compactação de solos

Diversos fabricantes também produziram rolos com três tambores em tandem. Johs Moller produziu um modelo articulado, o Unimax, de 10 a 12 ton, com motor Ford e uma articulação vertical que permitia acompanhar as ondulações do terreno e que podia elevar o tambor central. A Blaw-Knox também produziu rolos desse tipo, mas acionados por um motor Perkins de 65 hp, com direção nos tambores dianteiro e traseiro, sistema de elevação do tambor central e pesos de 11,5 ton (vazio) e 19,5 ton (lastreado).

Em 1956, o fabricante dinamarquês Rimas lançou um rolo com três tambores em paralelo, chamado Triplex, articulado em três partes, com acionamento independente em cada uma, mas não obteve grande sucesso.

Na década de 50, o desenho ranhurado dos tambores foi substituído pelo pé de carneiro, mais eficiente para compactação de solos. Alguns fabricantes, contudo, continuaram fiéis ao desenho antigo, como a Schwartzkopff e a O&K. Os rolos rebocados pé de carneiro eram usados nos Estados Unidos desde meados da década de 20, logo se tornando uma simples estrutura retangular de fixação com caixas de lastro.

A configuração podia ter o ângulo alterado (a Albaret permitia três regulagens distintas). Esses rolos deixaram de ser produzidos nos anos 70, mas desde a década de 50 os fabricantes já pensavam em equipamentos autopropelidos desse tipo.

Leia na próxima edição:
A evolução da concretagem contínua