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05 de April de 2018
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Concreto / A caminho da especialização?

Inclusive, Abud, da ABESC, esclarece que muitas concreteiras já separaram a atividade de bombeamento, abrindo empresas independentes e desmembradas da produção do concreto. “A tendência natural é que haja essa separação, seja como empresa ou departamento com centro de custos à parte, justamente para agregar a expertise necessária a essa atividade”, diz, complementando que não faz sentido que as concreteiras deixem de bombear, pois esse segmento foi o responsável por introduzir as bombas no país e, atualmente, responde por 80% desse serviço.

Na verdade, essa divisão de atividades dentro de concreteiras já aconteceu no passado. A Concretex, por exemplo, uma das empresas que introduziram o bombeamento no país, possui uma divisão chamada Bombex, um departamento com atividade independente e focada. Abud conta ainda que, com a crise, algumas concreteiras associadas à ABESC optaram por deixar de fazer o bombeamento e terceirizaram esse serviço. “A tendência é fortalecer a parceria entre concreteiros e bombeadores, o que já existe em várias regiões”, diz ele. “Na ABESC, convidamos as principais empresas especializadas em bombeamento de concreto para criar um departamento específico dentro da associação, com a finalidade de elaborar normas técnicas e as melhores práticas para ganhos de produtividade. O foco não é discutir preço de bombeamento de concreto, mas sim promover produtividade na construção civil.”

MERCADO

Atualmente, grande parte do trabalho de concretagem concentra-se nas mãos de concreteiras, em maior ou menor proporção, dependendo do estado. Mas é prudente salientar que esse mercado ainda não foi efetivamente estruturado no Brasil, vislumbrando nítidas possibilidades de crescimento. Aproximadamente de 25% a 30% das bombas utilizadas no país pertencem a empresas terceirizadas, dedicadas exclusivamente ao bombeamento de concreto.

Esse serviço se resume à instalação da bomba no canteiro de obras, montagem da tubulação que transporta o concreto até o ponto onde será bombeado, execução do trabalho no horário combinado com a obra e finalização do trabalho, com a limpeza e remoção da tubulação. Segundo o diretor técnico da Sobratema, Ricardo Lessa, é preciso estabelecer formas de se aumentar a produtividade dos equipamentos, beneficiando, dessa maneira, a produção de toda a cadeia do concreto – desde a fabricação ao bombeamento.

Hoje, as questões de normalização estão sendo discutidos na ABESC, em conjunto com o Sinduscon (Sindicato da Indústria e da Construção Civil) e a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). “As questões específicas de segurança precisam ser normatizadas nos trabalhos de bombeamento, ao invés de cada empresa adotar uma prática individual”, retoca Lessa, destacando pontos que precisam ser regulamentados. “Por exemplo, no bombeamento de concreto em grandes alturas, algumas construtoras exigem que a passagem da tubulação seja feita pelo poço de elevador. Mas se houver algum problema e for necessário desmontar alguma parte dessa tubulação, o risco é alto se a passagem for por esse poço, com acesso arriscado. O correto é que, durante o andamento da obra, a construtora deixe uma abertura segura para a passagem e acesso dessa tubulação.”

Produção editorial: Revista M&T – Desenvolvido e atualizado por Diagrama Marketing Editoral