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13 de junho de 2011
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Editorial

A boa notícia que vem dos canteiros

 

Apesar do enfoque negativo que as obras de alguns estádios que vão sediar os jogos da Copa do Mundo estão recebendo da imprensa, devido a atrasos no cronograma e falhas no equacionamento financeiro do empreendimento, a maioria desses projetos se destaca, do ponto de vista estritamente técnico, pela adoção de conceitos focados na sustentabilidade. Praticamente todos os projetos que envolvem a demolição de estruturas, para a reforma ou construção da nova arena esportiva, estão reaproveitando esse material na própria obra.

A reciclagem de resíduos da construção e demolição (RCD), uma prática ainda pouco adotada no setor, principalmente em reformas imobiliárias e obras de pequeno porte, começa a se difundir no país devido à combinação de alguns fatores. Entre eles, há de se destacar as ações determinadas pela nova Política Nacional de Resíduos Sólidos. Por outro lado, a visibilidade gerada pelo reaproveitamento de entulho na reforma do Estádio do Maracanã (RJ) ou do Mineirão (BH), por exemplo, ajuda a conquistar mentes e corações.

A reportagem de capa desta edição da M&T, por exemplo, constata que mais de duas dezenas de britadores móveis já operam no país apenas em atividades de reciclagem de RCD, sem contar as instalações fixas que atendem este mercado, tanto as privadas como as mantidas por algumas prefeituras. Obviamente, esse número ainda é pequeno em relação às dimensões do Brasil - e em comparação com alguns outros países - e tais equipamen


 

Apesar do enfoque negativo que as obras de alguns estádios que vão sediar os jogos da Copa do Mundo estão recebendo da imprensa, devido a atrasos no cronograma e falhas no equacionamento financeiro do empreendimento, a maioria desses projetos se destaca, do ponto de vista estritamente técnico, pela adoção de conceitos focados na sustentabilidade. Praticamente todos os projetos que envolvem a demolição de estruturas, para a reforma ou construção da nova arena esportiva, estão reaproveitando esse material na própria obra.

A reciclagem de resíduos da construção e demolição (RCD), uma prática ainda pouco adotada no setor, principalmente em reformas imobiliárias e obras de pequeno porte, começa a se difundir no país devido à combinação de alguns fatores. Entre eles, há de se destacar as ações determinadas pela nova Política Nacional de Resíduos Sólidos. Por outro lado, a visibilidade gerada pelo reaproveitamento de entulho na reforma do Estádio do Maracanã (RJ) ou do Mineirão (BH), por exemplo, ajuda a conquistar mentes e corações.

A reportagem de capa desta edição da M&T, por exemplo, constata que mais de duas dezenas de britadores móveis já operam no país apenas em atividades de reciclagem de RCD, sem contar as instalações fixas que atendem este mercado, tanto as privadas como as mantidas por algumas prefeituras. Obviamente, esse número ainda é pequeno em relação às dimensões do Brasil - e em comparação com alguns outros países - e tais equipamentos geralmente estão em canteiros de obras de médio a grande porte, mas vale ressaltar que há três anos não existiam mais de cinco unidades em operação.

Se os avanços no reaproveitamento de resíduos prosseguem em ritmo aquém do ideal, na área de conforto e acabamento das máquinas a velocidade da evolução é bem maior. Em muitos casos, operar um equipamento pesado de construção tornou-se mais confortável do que dirigir um automóvel diante dos avanços em termos de ergonomia, incorporação de ar condicionado e a simplificação dos controles com a substituição de alavancas por botões e joysticks, entre outros itens.

Outra reportagem sobre este assunto, também publicada nesta edição, mostra que, apesar de alguns usuários ainda preferirem equipamentos sem cabine ou com poucos itens de acabamento, devido ao menor custo de aquisição, os modelos mais completos ganham espaço cada vez maior no mercado. Além do conforto se reverter em maior produtividade do operador, este profissional não fica exposto a riscos de acidente ou a situações que possam resultar em doença do trabalho, demonstrando assim cada vez mais preocupação com aquele que é o principal componente de um equipamento: o seu operador.

Cláudio Schmidt

Presidente do Conselho Editorial